A Geração Z está transformando o mercado financeiro brasileiro com um perfil muito mais arrojado. Segundo o Raio X do Investidor 2025, realizado pela Anbima, os jovens de 16 a 29 anos estão deixando a tradicional poupança de lado.
Uma das revelações mais impactantes do estudo é que a Geração Z investe em cripto com uma frequência muito maior que as gerações anteriores: cerca de 8% desses jovens já possuem ativos digitais em suas carteiras.
Enquanto a poupança atrai apenas 13% desse público — um número bem abaixo dos 27% registrados entre os boomers, a Geração Z investe em cripto, títulos privados (10%) e ações (4%) para diversificar o patrimônio.
Por outro lado, o levantamento acende um sinal de alerta sobre a segurança financeira. Para 57% dos jovens que possuem algum dinheiro guardado, a reserva de emergência não duraria mais de seis meses em caso de perda de renda.
Fraudes digitais e o sonho da aposentadoria da Geração Z
A forma de buscar conhecimento também mudou radicalmente: em vez de consultar gerentes de banco, esses investidores confiam no YouTube (49%) e em influenciadores financeiros (11%), mas essa exposição digital tem um custo alto.
Cerca de 38% dos jovens relataram ter sido vítimas de golpes ou fraudes financeiras em 2025. Além disso, o comportamento de risco é reforçado pelas apostas: 27% dessa geração utilizou sites de “bets” no último ano.
Apesar dos perigos imediatos, a Geração Z investe em cripto e outros ativos com o olho no futuro: o estudo mostra que 66% dos jovens que ainda não se aposentaram pretendem começar uma reserva para a velhice em breve.
Essa é a maior intenção de planejamento previdenciário entre todas as faixas etárias analisadas, provando que, embora vulnerável hoje, a juventude quer chegar longe com seus investimentos digitais.





