Anbima define novas regras para custódia de criptoativos e reforça segurança no Brasil

Anbima define novas regras para custódia de criptoativos e reforça segurança no Brasil

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por Redação

O mercado de moedas digitais no Brasil acaba de ganhar um reforço de peso na proteção ao investidor. A Anbima anunciou, nesta segunda-feira (27), um novo conjunto de regras de autorregulação focado na custódia de criptoativos.

A iniciativa chega com um tom educativo e serve como um guia prático para as empresas do setor. O objetivo é complementar as normas já estabelecidas pelo Banco Central, ajudando a organizar a “guarda” das suas criptos no mercado de capitais.

Segundo Eric Altafim, diretor da Anbima, a ideia é traduzir as leis em orientações operacionais claras. “O objetivo é traduzir os requisitos regulatórios, que entram em vigor em outubro deste ano, em orientações operacionais concretas, oferecendo desde já ao mercado um referencial claro de melhores práticas”, explicou o executivo.

Na prática, as novas diretrizes detalham como deve funcionar a segregação patrimonial e o cuidado com as chaves privadas, garantindo que o dinheiro da corretora não se misture com o do cliente, evitando problemas graves de liquidez.

Mais transparência e prova de reserva

Um dos pontos mais importantes da nova norma é a exigência da prova de reserva, esse mecanismo obriga as instituições a comprovarem periodicamente que os ativos e saldos dos clientes realmente existem e estão lá.

De acordo com Tatiana Itikawa, superintendente da Anbima, o foco é a proteção de quem investe. “A custódia é uma das atividades mais sensíveis dos ativos virtuais, porque ali se concentram riscos importantes para o investidor, como a perda dos ativos e seu uso indevido”, destacou.

Com essas regras, as empresas custodiantes terão responsabilidades bem definidas, mesmo quando usarem serviços terceirizados. Para o investidor iniciante, isso significa um ambiente muito mais previsível e seguro para deixar suas moedas.

As orientações da Anbima servem como um selo de boas práticas para o setor, preparando o terreno para as regras definitivas do Banco Central que entram em vigor em outubro deste ano. No fim das contas, a custódia de criptoativos profissional ganha um padrão que antes era restrito apenas ao mercado financeiro tradicional.