O cerco apertou no mercado cripto, em uma operação coordenada e de larga escala, as autoridades dos EUA bloqueiam criptomoedas em valores que somados ultrapassam US$ 1 bilhão, atingindo redes de golpes na Ásia e transações ligadas ao Irã.
O Departamento de Justiça (DoJ) anunciou o bloqueio de US$ 700 milhões vinculados a uma rede chinesa de fraudes no Sudeste Asiático. O grupo operava centros de golpes em Mianmar e Camboja, visando principalmente investidores americanos através do infame “pig butchering”.
Nessa técnica, os criminosos ganham a confiança da vítima lentamente antes de induzi-la a investir em plataformas falsas. Além do montante financeiro, 503 sites fraudulentos foram derrubados e dois cidadãos chineses acabaram presos pelas autoridades.
Tether entra em cena e congela US$ 344 milhões em USDT
A Tether também agiu pesado: em parceria com o FBI e a OFAC, a emissora congelou US$ 344 milhões em USDT em duas carteiras na rede Tron. Segundo a empresa, esta foi a maior ação de fiscalização de sua história até o momento.
A movimentação visava impedir a evasão de sanções internacionais. Autoridades identificaram que os fundos possuíam ligações diretas com o regime iraniano, que utiliza métodos complexos para mascarar o envolvimento em transações transfronteiriças para apoiar sua moeda local.
“Trabalhando com especialistas em análise de blockchain, o governo dos EUA observou evidências de ligações materiais com o regime iraniano, incluindo transações confirmadas com exchanges iranianas e uma série de transações roteadas através de endereços intermediários que interagem com as carteiras associadas ao Banco Central do Irã”, afirmou uma autoridade do governo.
Essa ofensiva reforça que o anonimato absoluto é um mito diante de investigações modernas. Com os EUA bloqueiam criptomoedas em larga escala, a mensagem é clara: o monitoramento de fluxos suspeitos está cada vez mais rigoroso e eficaz.









