A comunidade Ethereum acaba de declarar guerra contra um dos maiores perigos do mundo cripto: a “assinatura cega”. Grandes nomes do setor, como Ledger, Trezor e MetaMask, se uniram para lançar o Clear Signing, uma funcionalidade que promete revolucionar a segurança dos usuários.
O objetivo é simples, mas crucial: impedir que investidores assinem contratos inteligentes maliciosos sem saber o que estão fazendo. Com essa nova tecnologia, as transações passarão a ser “traduzidas” para uma linguagem humana antes de você clicar no botão de confirmar.
A urgência para essa mudança é real. Apenas o grupo hacker norte-coreano Lazarus já roubou mais de US$ 7 bilhões em fundos desde 2009. Muitos desses ataques, como o sofrido pela exchange Bybit, exploram justamente a dificuldade do usuário em distinguir um contrato legítimo de uma armadilha.
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Como o Clear Signing protege seu dinheiro
Segundo Tomáš Sušánka, CTO da Trezor, os criminosos têm explorado implacavelmente a falta de clareza nas carteiras. Ele explica que muitos usuários acabam por “assiná-las sem saber e perdem tudo”. O Clear Signing chega para mudar esse jogo de forma definitiva.
A iniciativa faz parte da “Trillion Dollar Security Initiative” da Fundação Ethereum e foi impulsionada pela Ledger através do padrão de código aberto ERC-7730. Na prática, o sistema cria um registro neutro de descrições que permite ao usuário ler exatamente o que acontecerá com seus ativos.
Além de descrições legíveis, o projeto inclui uma estrutura de verificação para que auditores garantam que essas informações são verdadeiras. É uma camada extra de proteção que transforma códigos complexos em avisos claros e diretos na tela do seu dispositivo.
A coalizão de apoio é pesada e inclui plataformas como WalletConnect, Fireblocks e Argot. A expectativa é que o Clear Signing se torne o novo padrão ouro do mercado, dificultando a vida de golpistas que dependem da confusão técnica para roubar fundos.
Para quem utiliza hardware wallets, a notícia é ainda melhor. A Trezor, por exemplo, confirmou que pretende implementar o suporte total a essa funcionalidade de segurança antes do dia 30 de junho, reforçando o compromisso com a proteção dos seus clientes.



