A Crypto.com acaba de dar um passo gigante em sua estratégia de expansão no Oriente Médio. A exchange recebeu uma licença de Instituição de Valor Armazenado (SVF) do Banco Central dos Emirados Árabes Unidos (UAE), permitindo que residentes paguem taxas governamentais de Dubai usando ativos digitais.
A novidade coloca a Crypto.com em uma posição de destaque no ecossistema financeiro local. Na prática, os usuários poderão financiar seus pagamentos com criptoativos, enquanto a liquidação final para o governo será feita em dirhams (AED) ou em stablecoins aprovadas pelo banco central.
Segundo Mohammed Al Hakim, presidente da Crypto.com nos Emirados Árabes, a aprovação veio após uma avaliação rigorosa. O Banco Central analisou desde estruturas de governança e cibersegurança até controles contra lavagem de dinheiro e monitoramento de transações.
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Estratégia de expansão e novos parceiros
Com essa autorização, a plataforma ativa oficialmente sua parceria com o Departamento de Finanças de Dubai. O movimento faz parte da estratégia de “pagamentos sem dinheiro físico” da metrópole, integrando de vez as criptomoedas aos serviços públicos essenciais.
O horizonte para a Crypto.com não para por aí, a empresa já sinalizou que a nova licença pode abrir caminho para futuras integrações de pagamento com gigantes como a Emirates Airlines e o Dubai Duty Free, dependendo de aprovações adicionais.
A exchange agora opera sob dois pilares regulatórios nos Emirados: o regime VARA, focado em negociação e exchange, e agora o framework SVF do Banco Central, voltado para infraestrutura de pagamentos e serviços de valor armazenado.
Essa movimentação nos Emirados Árabes reflete a postura global da Crypto.com em busca de conformidade, a empresa também garantiu licenças sob o regime MiCA na União Europeia e avançou em processos regulatórios nos Estados Unidos.
Ao se tornar uma ponte regulada entre os ativos virtuais e o sistema financeiro tradicional, a exchange reforça seu papel institucional. O objetivo é claro: transformar o uso de criptomoedas em algo cotidiano, seguro e totalmente integrado à economia real.
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