O Bradesco aprovou um aumento de capital de até R$ 10 bilhões para acelerar sua transformação digital, movimento que também fortalece os investimentos do banco em infraestrutura de blockchain, projetos com stablecoins e serviços ligados ao mercado de criptomoedas.
A operação, que conta com o apoio dos principais acionistas da instituição, busca ampliar a capacidade de investimento do segundo maior banco privado do Brasil em iniciativas consideradas estratégicas para os próximos anos.
Ao longo dos últimos anos, o Bradesco vem ampliando sua presença no setor de ativos digitais. Em janeiro de 2025, o banco anunciou uma parceria com a Parfin para testar pagamentos internacionais e liquidação de operações comerciais utilizando stablecoins.
Bradesco amplia investimentos em criptomoedas e blockchain
Reportes publicados em maio de 2026 indicaram que a instituição prepara o lançamento de serviços de custódia para ativos digitais, incluindo criptomoedas e stablecoins, ampliando sua oferta para clientes institucionais.
Outro ponto central da estratégia do Bradesco é sua participação no projeto piloto do Drex, a moeda digital do Banco Central. O banco trabalha ao lado de outras grandes instituições financeiras para desenvolver casos de uso envolvendo crédito com garantias registradas em blockchain.
A aproximação da instituição com essa tecnologia, no entanto, não é recente. Os primeiros testes começaram em 2016, quando o banco ingressou no consórcio R3 e iniciou experimentos com carteiras digitais.
Caso os planos de custódia avancem para a operação comercial, o Bradesco poderá ampliar as opções reguladas disponíveis para investidores institucionais no Brasil, segmento que ainda possui uma oferta mais limitada do que mercados como Estados Unidos e Europa.
A parceria com a Parfin também reforça esse movimento. Especializada em infraestrutura para ativos digitais voltada ao mercado institucional, a empresa fornece tecnologia para soluções que vão além de projetos experimentais, indicando que o banco busca desenvolver produtos com foco em uso em escala.
Enquanto isso, empresas nativas do setor cripto, como Mercado Bitcoin e Bitso, já oferecem serviços semelhantes há alguns anos. Ainda assim, a entrada de um dos maiores bancos do país pode acelerar a adoção institucional de ativos digitais no mercado brasileiro.





