A Coinbase recebeu aprovação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) para operar sua própria estrutura de compensação de derivativos. Com isso, a corretora passa a controlar todas as etapas necessárias para oferecer contratos futuros de ponta a ponta.

A autorização foi concedida na segunda-feira à Coinbase Clearing LLC, que agora pode atuar como uma organização de compensação de derivativos. A empresa já tinha as outras duas licenças necessárias para completar essa estrutura.

A Coinbase Derivatives, LLC opera como mercado de contratos designado, enquanto a Coinbase Financial Markets, Inc. atua como corretora de futuros. Com a nova aprovação, a Coinbase deixa de depender de uma empresa externa para realizar a compensação de suas operações de derivativos.

Coinbase aposta em clearing com USDC

A Coinbase Clearing será usada para contratos totalmente colateralizados e aceitará USDC como garantia. A empresa também afirma que poderá realizar liquidações 24 horas por dia.

Segundo a Coinbase, essa estrutura pode acelerar o lançamento de novos produtos e reduzir a dependência de parceiros na criação e liquidação dos contratos.

Em mercados tradicionais, as câmaras de compensação costumam operar com dinheiro e títulos do Tesouro e seguem os horários do sistema bancário. O uso de uma stablecoin como garantia permite uma estrutura desenhada para mercados que funcionam continuamente, inclusive aos fins de semana.

A nova licença, porém, não cobre todos os produtos de derivativos da Coinbase. Os contratos com margem e os futuros perpétuos de ações que a empresa planeja lançar para Apple, Tesla e Nvidia continuarão sendo compensados por parceiros existentes.

“Today’s CFTC approval completes Coinbase’s end-to-end derivatives infrastructure”, disse Molly Abraham, diretora jurídica da Coinbase.

A movimentação coloca a Coinbase mais próxima de um modelo em que uma única empresa controla mercado, corretagem e compensação de derivativos. A rival Kraken, por meio da controladora Payward, também adotou uma estrutura semelhante ao comprar a Bitnomial por US$ 550 milhões no ano passado.

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Luíza Nunes
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