A comunidade do protocolo Aave encerra neste dia 6 de setembro a votação sobre a delegação de controles de risco limitados para a versão V4 nas redes Ethereum e Avalanche. A medida propõe conceder autoridade de emergência sem atrasos de execução para operadores aprovados por meio das ferramentas “Risk Stewards”.
A principal característica do mecanismo é que as funções de emergência operam apenas em uma direção. Os operadores poderão desativar ou congelar mercados e ativos individualmente, mas não terão autorização para reativar, reverter ou descongelar as posições afetadas.
O código apresentado ainda não é considerado totalmente auditado, embora a Aave Labs tenha informado que a avaliação técnica com a Certora esteja próxima da finalização. Além disso, mesmo se for aprovado no Snapshot, o sistema dependerá da execução dos comandos pelo Conselho de Segurança da V4.
Neste momento, o software atual do protocolo Aave não consegue acionar esses comandos de emergência. A intenção da proposta é posicionar previamente essas permissões para que uma versão futura do software possa atuar instantaneamente em crises, sem a necessidade de aguardar um novo ciclo de governança.
Como a nova proposta do protocolo Aave afeta a segurança dos mercados
Paralelamente às travas instantâneas, a proposta estabelece limites para atualizações rotineiras de parâmetros. Alterações em taxas de juros, fatores de colateral e limites de oráculos terão prazos de carência entre 36 e 72 horas, restringindo o tamanho dos ajustes operacionais.
A coexistência de manutenções com prazos longos e poderes de emergência sem atraso levantou debates no fórum da comunidade. Participantes solicitaram a inclusão de relatórios pós-ação, justificativas públicas e revisões periódicas sobre o uso dessas ferramentas, medidas que não foram exigidas na proposta atual.


