A China está aumentando o rigor sobre as stablecoins, à medida que esses ativos digitais ganham espaço relevante no sistema financeiro internacional. O Banco Popular da China (PBOC) sinalizou que o setor exige maior vigilância, regulação mais rígida e cooperação entre países.
Wang Xin, diretor do departamento de pesquisa do Banco Popular da China, defendeu um acompanhamento próximo sobre como as stablecoins impactam as transações transfronteiriças. Segundo o executivo, o cenário atual de incertezas e a possível “politização” de fluxos de pagamentos podem comprometer a estabilidade do sistema financeiro.
“Nós também precisamos prestar atenção em várias novas áreas, como se as stablecoins desempenharão um papel mais importante nos pagamentos transfronteiriços, e como a regulação, a coordenação internacional e a cooperação devem prosseguir”, afirmou Wang, conforme reportado pelo veículo local The Paper.
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Regulação e o futuro das stablecoins no mercado
A posição chinesa reforça o controle estatal sobre o dinheiro digital, em fevereiro de 2026, agências governamentais já haviam proibido a emissão de tokens atrelados ao renminbi e de ativos tokenizados sem autorização prévia, tanto para entidades domésticas quanto estrangeiras.
O interesse do país cresce em um momento de expansão expressiva do mercado. Dados da CEX.io indicam que a oferta total de stablecoins atingiu US$ 315 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Embora representem 75% do volume de negociação de criptoativos, a plataforma estima que cerca de 76% desse volume seja movimentado por bots de negociação.
Além das stablecoins, o BC chinês mantém o foco sobre o papel das moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) em pagamentos internacionais, defendendo que esses ativos também passem por uma análise detalhada e cooperação política entre nações.
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