Parlamentares do Reino Unido estão exigindo respostas dos grandes bancos sobre como as instituições pretendem tratar as empresas de criptomoedas sob o novo regime regulatório do país. A cobrança faz parte de uma investigação mais ampla sobre o acesso bancário no setor de ativos digitais.
Gurinder Singh Josan e Lord Vaizey, copresidentes do grupo parlamentar focado em criptomoedas (APPG), enviaram uma carta aos principais executivos bancários britânicos nesta terça-feira. Eles pedem esclarecimentos sobre as políticas das instituições para fornecer contas ao setor.
O documento também questiona quais critérios regulatórios, legais e de risco motivam eventuais restrições a transações de clientes do varejo e corporativos. Os parlamentares relataram casos repetidos de companhias que lutam para conseguir abrir contas corporativas.
Os líderes do grupo alertaram que limitar os serviços financeiros pode ser a maior barreira de crescimento para as empresas de criptomoedas locais. O impacto atinge corretoras, custodiantes, provedores de carteiras e emissores de stablecoins.
O impacto da aprovação da FCA nas empresas de criptomoedas
A Autoridade de Conduta Financeira (FCA) definiu sua nova estrutura regulatória em junho deste ano. A regra exige que organizações com atividades reguladas obtenham autorização formal sob a Lei de Serviços e Mercados Financeiros.
As inscrições para a licença começam no dia 30 de setembro e vão até 28 de fevereiro de 2027. A expectativa oficial é que o novo regime entre em vigor no dia 25 de outubro de 2027.
Com essa mudança, os legisladores perguntaram diretamente se a autorização da FCA mudará a forma como os bancos avaliam as empresas de criptomoedas. O setor argumenta que as decisões devem considerar o perfil de risco individual de cada negócio, e não apenas o nicho de mercado.
A visão já possui respaldo do governo britânico. Lucy Rigby, secretária econômica do Tesouro, afirmou recentemente que companhias licenciadas não deveriam enfrentar restrições bancárias pelo simples fato de atuarem com ativos digitais.
A investigação em andamento coletará evidências junto a bancos e participantes do mercado até 31 de agosto. Após o prazo, o grupo parlamentar entregará suas conclusões e recomendações finais ao governo britânico.




