Os cartões cripto estão se tornando os novos queridinhos dos brasileiros que viajam ou fazem compras em sites estrangeiros. O motivo principal é o alívio no bolso na hora de lidar com impostos pesados.
Funcionando em um modelo híbrido — que opera como débito, mas possui função de crédito, esses dispositivos permitem usar ativos digitais no dia a dia com praticidade.
Segundo Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, o benefício é nítido. “A principal vantagem está na economia tributária. É uma ferramenta para usar esses recursos sem pagamento de IOF”, afirma.
Para Julia Santos, fundadora da Contadora Cripto, a estratégia é uma forma de elisão fiscal legítima. “No contexto atual de aumento de impostos, os cartões cripto vieram como uma alternativa interessante para evitar parte desses gastos”, explica.
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Riscos e cuidados ao usar cartões cripto no Brasil
Apesar do brilho do cashback e das recompensas em ativos, o caminho exige atenção: muitas empresas do setor ainda não possuem registro formal ou CNPJ no Brasil, o que pode deixar o consumidor desprotegido.
Pascowitch alerta que o grande perigo é a empresa enfrentar problemas financeiros ou desaparecer. “Você pode perder todo o dinheiro e não tem para quem reclamar”, destaca o especialista.
O conselho de ouro para quem utiliza cartões cripto é a cautela máxima com o saldo. A orientação é transferir apenas o valor necessário para a compra imediata e “zerar o saldo” logo em seguida.
Por fim, é crucial entender que os cartões cripto são instrumentos de pagamento e não investimentos, o usuário continua exposto à volatilidade do mercado e às regras das plataformas emissoras.
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