Na conferência Consensus Miami, grandes nomes do mercado deixaram claro: o setor de criptomoedas só vai amadurecer de verdade se trouxer novas perspectivas e diferentes perfis para a mesa de decisão.
Maja Lapcevic, vice-presidente sênior da Mastercard, revelou que a empresa mudou seu foco recentemente. Antes, eles acreditavam que a infraestrutura era a única chave para o sucesso, mas parceiros mostraram que a simplicidade é o que manda.
Essa mudança de visão levou a gigante dos cartões a priorizar soluções com stablecoins. A ideia é tornar o uso de ativos digitais algo fácil e acessível, especialmente para quem tem pouco acesso ao sistema financeiro tradicional.
Já Alison Mangiero, do Crypto Council for Innovation, explicou como a voz dos desenvolvedores mudou a visão sobre o staking em Washington. Em vez de ser tratado apenas como um “investimento”, ele passou a ser defendido como um serviço técnico essencial.
Diversidade e a nova voz do mercado
No campo das contratações, Alexandra Wilkis Wilson, da Clerisy, alertou para o perigo de contratar pessoas que pensam sempre igual. Segundo ela, o setor de criptomoedas precisa de diversidade interna para evitar “bolhas” de pensamento e crescer com saúde.
A executiva lembrou de um caso onde quase todo o time de uma startup era composto por extrovertidos, o que pode sufocar outros talentos. Para ela, o equilíbrio psicológico e cultural é fundamental para o sucesso de novos projetos.
O consenso geral em Miami é que o setor vive um momento único de atenção global. O desafio agora é garantir que as vozes de investidores, criadores e usuários sejam ouvidas para criar regras que protejam o público sem travar a inovação.
Para que a adoção em massa aconteça, o setor cripto precisa ser menos complexo e mais inclusivo. O futuro do dinheiro depende dessa capacidade de ouvir quem realmente está construindo o ecossistema no dia a dia.





