
A tokenização de ativos financeiros deixou de ser apenas promessa e entrou no radar dos maiores bancos do mundo. Gigantes como Goldman Sachs, Wells Fargo e Morgan Stanley analisam a tecnologia não como uma ameaça, mas como um motor de expansão para os negócios em Wall Street.
Durante as teleconferências de resultados, executivos detalharam como a tokenização pode otimizar operações, acelerar transações e ampliar serviços, embora o volume atual de negócios ainda seja pequeno.
Para o Goldman Sachs, o foco principal está nas oportunidades de negociação. O CEO David Solomon comparou a transição atual à chegada da negociação eletrônica de ações há quase 50 anos, destacando que a inovação pode ampliar a gama de produtos e canais de distribuição.
O impacto da tokenização nos pagamentos e na assessoria financeira
“As alterações estão obviamente criando mais produtos, maior atividade, potencialmente novos clientes e canais de distribuição mais amplos”, afirmou Solomon. O banco utiliza sua plataforma proprietária GS DAP e avalia ampliar serviços testados com a DTCC.
Enquanto isso, o Wells Fargo já opera com pagamentos transfronteiriços usando depósitos tokenizados, com liquidação em até dois minutos. O CFO Michael Santomassimo destacou que a ferramenta permite expandir operações internacionais sem a necessidade de uma rede física de agências.
O banco também estuda expandir o uso para títulos tokenizados, ativos do mundo real e negociação de criptoativos para clientes de alta renda, embora sem prazo definido para o lançamento oficial.
No Morgan Stanley, a visão é voltada para a prestação de serviços. A CFO Sharon Yeshaya pontuou que, embora a tokenização torne a transferência de ativos mais rápida e ágil, a necessidade de consultoria especializada para os investidores continuará alta.
A instituição mantém investimentos contínuos em capacidades digitais para wealth management e títulos institucionais, enxergando a tecnologia como um novo vetor de oportunidades para o futuro.









