O Bitcoin encerra julho sob pressão após registrar sua menor cotação em mais de duas semanas. A criptomoeda caiu 3,5% no dia e chegou a US$ 62.360, enquanto as bolsas dos Estados Unidos fecharam o mês sem força para acompanhar a recuperação observada nos mercados asiáticos.
Apesar da queda recente, o Bitcoin acumula valorização de 7,36% em julho, seu melhor desempenho para o mês desde 2022. Ainda assim, o movimento reacendeu comparações com o ciclo de baixa daquele ano e aumentou a cautela entre analistas para o início de agosto.
Entre os fatores que pesaram sobre o mercado estão a manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve e pelo Banco do Japão, além de intervenções cambiais realizadas por Japão e Coreia do Sul para sustentar suas moedas.
Bitcoin enfrenta resistência enquanto mercado monitora agosto
Segundo a QCP Capital, as ações de fabricantes de chips lideraram tanto a queda quanto a recuperação do mercado asiático, refletindo a forte exposição do índice ao ciclo global de inteligência artificial e memória.
A empresa também destacou que a atividade no mercado de criptomoedas acompanhou os movimentos do KOSPI, que avançou 17,9%, registrando o maior ganho diário de sua história após uma forte recuperação das ações ligadas aos setores de inteligência artificial e semicondutores, indicando uma relação cada vez maior entre a liquidez do setor cripto, as bolsas regionais e o segmento de tecnologia.
No campo técnico, o analista Rekt Capital afirmou que o comportamento histórico sugere cautela. Em publicação nas redes sociais, ele escreveu: “it is likely that the price tries to maintain these highs at the start of August, but history indicates that the price could retreat as it did in 2022”.
Outro ponto observado pelos analistas é a média móvel exponencial de 50 meses, atualmente em US$ 65.820. O indicador continua funcionando como uma importante resistência após duas tentativas frustradas de rompimento desde meados de junho.
Para agosto, o principal nível acompanhado pelo mercado fica na região de US$ 62.000. Caso o Bitcoin perca esse suporte de forma consistente, analistas avaliam que o cenário pode se aproximar do observado em 2022.
Por outro lado, uma estabilização acima desse patamar preservaria a estrutura de longo prazo e manteria aberta a possibilidade de uma nova tentativa de superar as resistências mais elevadas.





