O setor elétrico brasileiro acaba de dar um passo gigante em direção à economia digital. A Axia, empresa que sucedeu a antiga Eletrobras, fechou um acordo exclusivo com a Radius Mining para iniciar a mineração de Bitcoin utilizando energia que seria literalmente jogada fora, segundo o portal Spacemoney.
A iniciativa foca no aproveitamento de 6 megawatts médios (MWm). Esse montante representa uma energia que, por falta de demanda imediata ou limitações na rede de transmissão, acaba sendo descartada pelo sistema elétrico nacional.
Para se ter uma ideia do tamanho da operação, esse volume de energia seria capaz de abastecer cerca de 24 mil residências por mês. Agora, em vez de desperdício, essa força será canalizada para datacenters focados na mineração de Bitcoin.
O projeto começa como uma Prova de Conceito (POC) e utilizará estruturas modulares. Esses centros de processamento de dados são instalados estrategicamente perto das usinas, o que reduz drasticamente os custos e as perdas de transmissão.
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Segundo projeções da Radius Mining, o potencial brasileiro para esse tipo de monetização de energia ociosa é enorme, podendo atingir a marca de R$ 9,7 bilhões. O objetivo é transformar períodos de baixa demanda em receita real para as geradoras.
O movimento da Axia não é isolado, recentemente, a Radius Mining captou R$ 28 milhões para expandir suas operações, atraindo investidores de peso do setor elétrico, como Leonardo Midea, fundador da Prime Energy (vendida para a Shell).
A mineração de Bitcoin vive um “boom” institucional no país, até o Itaú Ventures entrou no jogo, investindo na Minter, outra empresa que transforma excesso de produção energética em infraestrutura para ativos digitais.
Com metas ambiciosas de expansão para os próximos anos, o Brasil se consolida como um porto seguro para a mineração sustentável, provando que o Bitcoin pode ser o parceiro ideal para a eficiência do sistema elétrico nacional.
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