Itaú lidera investimento em startup de mineração de bitcoin “limpa” no Brasil

Itaú lidera investimento em startup de mineração de bitcoin “limpa” no Brasil

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por Redação

O braço de investimentos do maior banco privado do país, o Itaú Ventures, acaba de anunciar seu terceiro aporte oficial. O alvo da vez é a Minter, uma startup brasileira que está mudando o jogo da infraestrutura digital ao focar na mineração de ativos com energia renovável.

A rodada de investimento Série A foi liderada pelo Itaú e contou com a participação do Leste Group e da Legend Capital. Embora o valor exato não tenha sido revelado, o banco costuma assinar cheques que variam entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões em seus aportes.

A Minter resolve um problema crítico do setor elétrico brasileiro: o desperdício. Com o crescimento das fontes solar e eólica, muitas vezes há sobra de energia que acaba sendo descartada (o chamado curtailment). A startup instala data centers móveis diretamente nas usinas para aproveitar esse excedente.

Para o CEO da Minter, Stefano Sergole, o modelo é revolucionário. “Essa é uma ferramenta que inverte a lógica tradicional do setor elétrico. Em vez de levar energia até o consumidor, levamos o consumidor até o ponto de geração”, afirmou o executivo, que é ex-fundador da Hashdex.

Expansão agressiva e sinergia com o Itaú

Com o novo capital, a Minter quer acelerar forte. Hoje, a empresa opera um projeto de 20 MW em Xique-Xique, na Bahia, mas a meta é dobrar essa capacidade ainda este ano e atingir impressionantes 500 MW em apenas três anos.

A entrada do Itaú não é apenas financeira, o banco vê na Minter uma oportunidade estratégica para conectar grandes geradoras de energia e desenvolver novos produtos financeiros, como serviços de custódia e liquidação para o Bitcoin minerado de forma sustentável.

Segundo Phillippe Schlumpf, superintendente do Itaú Ventures, a tese une a expansão da energia limpa com a demanda por poder computacional. Além do mercado nacional, a startup já olha para os Estados Unidos, visando integrar a mineração com infraestruturas para Inteligência Artificial (IA).

Este movimento reforça o interesse do Itaú no ecossistema de ativos digitais, buscando soluções que alinhem inovação tecnológica com governança e responsabilidade ambiental no coração do mercado cripto brasileiro.