
As auditorias de criptomoedas podem estar oferecendo uma falsa sensação de segurança aos investidores, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela empresa de segurança blockchain Hacken.
O levantamento aponta que os invasores roubaram US$ 1,18 bilhão em 107 incidentes durante o terceiro trimestre, o que representa um salto de 55% em comparação com o período anterior.
Do total subtraído, US$ 906,8 milhões envolveram fornecedores ou ferramentas de desenvolvedor comprometidas, correções de segurança públicas não instaladas ou componentes fora das revisões recentes.
Andrii Matiukhin, cofundador e diretor da Hacken, explicou que o problema central é o escopo limitado, já que equipes frequentemente cortam custos auditando apenas partes isoladas do serviço.
Muitos clientes observam um selo de auditoria e assumem que todo o ecossistema está blindado, ignorando que carteiras, sistemas de assinatura e softwares de terceiros ficam sem testes adequados.
O perigo oculto nas auditorias de criptomoedas
O maior incidente do período foi o ataque à exchange Bitget em setembro, resultando em uma perda de pelo menos US$ 352 milhões após exploração em um produto de segurança de terceiros.
Outros casos de destaque incluem uma falha em carteira de hardware comercializada por revendedor asiático com perdas de US$ 93 milhões, além de problemas em pontes de cross-chain.
A Hacken também examinou doze exchanges de derivativos e mercados de previsão, descobrindo que grandes montantes dependem de arranjos de chaves frágeis operados por poucos responsáveis.
Por fim, a empresa reforça que a responsabilidade cabe às companhias detentoras de fundos, que devem monitorar vulnerabilidades ativamente e aplicar correções em vez de depender de auditorias antigas.







