O gigante bancário suíço UBS, que administra mais de US$ 7 trilhões em ativos, registrou um avanço expressivo na sua exposição ao Bitcoin durante o segundo trimestre. A instituição elevou em mais de 24 vezes a sua posição em opções de compra (calls) atreladas ao iShares Bitcoin Trust (IBIT), o ETF de Bitcoin spot da BlackRock.

De acordo com relatórios regulatórios protocolados nesta semana, o banco reportou opções de compra equivalentes a 1,95 milhão de ações do IBIT no dia 30 de junho. Três meses antes, no encerramento do primeiro trimestre, esse volume era de apenas 80 mil papéis.

Paralelamente, a custódia direta de ações do ETF também apresentou crescimento. A participação direta da instituição subiu cerca de 12%, passando de 364.371 ações no primeiro trimestre para 407.890 no fim de junho, montante avaliado em aproximadamente US$ 13,6 milhões.

Estratégia por trás da exposição ao Bitcoin

Apesar do incremento trimestral, o total de ações mantido de forma direta continua abaixo do patamar registrado no final de 2025, quando a instituição declarou possuir 548.614 papéis do fundo.

No caminho inverso, a exposição ao Bitcoin por meio de opções de venda (puts) caiu consideravelmente. O UBS informou posições em opções de venda equivalentes a 143.300 ações, o que representa uma queda de aproximadamente 53% em relação aos 303.300 papéis reportados no final de março.

Como os documentos regulatórios divulgados não detalham os preços de exercício nem as datas de vencimento das opções, não é possível determinar com precisão a direção líquida da postura do banco apenas com base nesse relatório.

Esse movimento ocorre em um momento em que a instituição financeira amplia seus serviços voltados aos ativos digitais. No início deste ano, o banco começou a se preparar para oferecer negociação de Bitcoin e Ether a clientes selecionados do seu segmento de private banking na Suíça.

Contudo, o relatório não especifica se essas iniciativas comerciais motivaram o aumento das opções. A instituição destaca que os volumes podem refletir operações de hedge de dealers, atividades de formação de mercado, gestão de carteiras discricionárias de clientes ou posições proprietárias.

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Luíza Nunes
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