A plataforma de futuros perpétuos da Hyperliquid gerou US$ 429,04 milhões em receita entre janeiro e meados de setembro de 2026. Acompanhando esse desempenho financeiro, o token nativo da rede, HYPE, registrou sua máxima histórica ao atingir a marca de US$ 95.

Esses números colocam o projeto como o maior gerador de receita do mercado de criptomoedas, se excluirmos as gigantes emissoras de stablecoins Tether e Circle.

O desempenho surpreende diante do atual cenário macroeconômico. Enquanto o Bitcoin sofreu uma queda de quase 40% ao longo de 2026, a receita geral do setor de criptoativos demonstrou resiliência, somando um pool total de US$ 3,4 bilhões no período.

Logo atrás da líder, a plataforma Pump.fun registrou US$ 322,21 milhões em receita, impulsionada pela criação de memecoins na rede Solana. Juntas, a Hyperliquid e a Pump.fun respondem por mais de 22% de toda a receita rastreada por agregadores de dados.

A força da Hyperliquid e o foco em infraestrutura de trading

Os dados recentes revelam uma mudança clara no modelo de negócios do setor. Terminais de negociação que simplificam o acesso aos mercados estão capturando fatias enormes de capital.

Projetos como Axiom Pro e GMGN geraram mais de US$ 126 milhões cada, ocupando o terceiro e quinto lugares no ranking geral de receita. A Axiom, por exemplo, integra diretamente o sistema da Hyperliquid para oferecer negociações, monetizando a mesma atividade que impulsiona a rede principal.

A lista dos projetos mais lucrativos se estende para além das finanças descentralizadas (DeFi) tradicionais. Protocolos como Sky, Polymarket, EdgeX e Aave integram o top 15 de plataformas, concentrando mais de 56% do total de US$ 3,4 bilhões gerados na indústria.

Apesar da pressão sobre os preços dos ativos no mercado à vista, a média mensal de receita do setor cripto em 2026 se mantém acima de US$ 1 bilhão. Para o investidor, o recado é direto: os negócios estruturados em torno de negociação e especulação onchain continuam operando com margens expressivas.

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Luíza Nunes
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