A Polícia Civil de Santa Catarina realizou a maior apreensão de criptomoedas sob autocustódia de sua história. A ação ocorreu nesta quarta-feira em Florianópolis e integra uma investigação que apura o desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa local.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram cerca de 72 mil dólares em ativos digitais com os investigados. Essa histórica apreensão de criptomoedas contou com o suporte técnico da empresa de análise de blockchain Chainalysis, que auxiliou no rastreamento dos valores pelas plataformas Reactor e Wallet Scan.
O caso envolve um dos sócios da empresa prejudicada e sua esposa. Segundo as apurações, que começaram há cerca de três meses, o esquema de desvio sistemático ocorria há vários anos com o objetivo de ocultar a origem dos recursos financeiros.
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Como a tecnologia ajudou na apreensão de criptomoedas
Os valores eram inicialmente transferidos para a conta de uma empresa registrada em nome da esposa e, posteriormente, repassados para as contas pessoais do próprio investigado. Para conter os danos, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em contas bancárias dos envolvidos e da empresa utilizada no esquema.
Além dos ativos digitais, as autoridades decretaram a indisponibilidade de imóveis e o sequestro de bens de luxo, incluindo joias, relógios e artigos de grife. Medidas cautelares também foram impostas, como a retenção dos passaportes do casal e o afastamento do sócio da administração da companhia.
Essa inédita apreensão de criptomoedas pela polícia catarinense aponta para a modernização das técnicas de investigação voltadas ao rastreamento de ativos digitais usados em fraudes patrimoniais. Agora, os suspeitos podem responder formalmente pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro.
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