Hacks de criptomoedas: segundo trimestre de 2026 bate recorde histórico

Hacks de criptomoedas: segundo trimestre de 2026 bate recorde histórico

Imagem de perfil de Redação

por Redação

Os hacks de criptomoedas atingiram um recorde histórico no segundo trimestre de 2026, registrando cerca de 70 incidentes cibernéticos. Dados da plataforma Defillama apontam que o período se tornou o trimestre com o maior número de invasões já mapeado no setor.

Apesar do volume sem precedentes de ataques, o valor total roubado somou aproximadamente US$ 746 milhões. O montante é significativamente menor do que os picos de anos anteriores, indicando uma mudança estrutural na estratégia das organizações criminosas.

Analistas da Defillama destacam que esses hacks de criptomoedas ocorrem agora em um fluxo constante de pequenas ofensivas. Os criminosos passaram a focar em múltiplos alvos de menor valor, uma dinâmica que dificulta a defesa e o rastreamento por parte das empresas de segurança.

O xeque-mate nos hacks: a verificação formal é a nova linha de defesa da Web3

Vulnerabilidades em pontes e chaves privadas impulsionam hacks de criptomoedas

O prejuízo do trimestre concentrou-se principalmente em abril, considerado o mês mais destrutivo da história dos ativos digitais. Duas grandes violações — no Drift Protocol (US$ 285 milhões) e na KelpDAO (US$ 293 milhões) — responderam por 93% das perdas daquele mês.

Em maio, o ritmo continuou acelerado com 14 hacks de criptomoedas direcionados a protocolos de finanças descentralizadas (DeFi). Desse total, oito incidentes envolveram pontes entre redes (bridges), resultando em perdas coletivas de US$ 28 milhões.

Especialistas alertam para uma transição clara na execução de hacks de criptomoedas: o foco mudou de falhas em contratos inteligentes para o roubo de chaves privadas através de engenharia social e phishing. Nos primeiros cinco meses de 2026, as perdas acumuladas em DeFi superam US$ 840 milhões, um salto de 70% em frequência anual.

Como a vulnerabilidade em pontes e custódia transformou a segurança das stablecoins no novo alvo dos hackers