A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cyber Trap para desarticular uma organização criminosa focada em lavagem de dinheiro e golpes bancários. O grupo movimentou mais de R$ 120 milhões através de uma complexa fraude com criptomoedas e empresas de fachada.
A ação policial aconteceu na última quinta-feira (21) e cumpriu dez mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão. As ordens judiciais e os bloqueios de bens foram executados nas cidades de Campo Grande (MS) e Campo Limpo Paulista (SP).
O caso começou a ser investigado em 2023, após a Caixa Econômica Federal alertar sobre uma página na internet que vendia cartões bancários clonados. A partir desse rastro, os agentes federais identificaram o líder do esquema no Mato Grosso do Sul.
Hacks de criptomoedas: Abril registra 29 ataques e prejuízo de US$ 635 milhões
Como funcionava a fraude com criptomoedas
De acordo com as investigações, os criminosos atuavam de forma estruturada no ambiente digital. O grupo utilizava a fraude com criptomoedas para ocultar o dinheiro obtido ilegalmente nos golpes eletrônicos, dificultando o rastreamento financeiro.
Os recursos passavam por empresas fictícias e diversas contas bancárias antes de serem convertidos. Durante as buscas, a PF apreendeu celulares, computadores, carros de luxo, joias, imóveis, dinheiro em espécie e ativos digitais relacionados aos crimes.
A Operação Cyber Trap contou com o suporte estratégico de instituições financeiras parceiras, e integra uma ofensiva nacional para conter crimes cibernéticos e a lavagem de dinheiro no país.
IA na segurança de criptomoedas: o risco invisível que está mudando o DeFi





