A adoção de criptomoedas finalmente atingiu seu momento “mainstream”, deixando de ser um mercado de apostas para se tornar a base do sistema financeiro global.
Durante o evento Consensus Miami, pesos-pesados da Binance, Revolut e Circle deixaram claro: o setor está evoluindo da especulação para a utilidade real e prática.
Rachel Conlan, diretora de marketing da Binance, comparou o passado com o presente de forma impactante. “Estávamos na era da Lei Seca. Agora, estamos na fase da infraestrutura”, afirmou. Segundo ela, as criptos estão prestes a se tornar parte do tecido da sociedade moderna.
Essa mudança já é visível no bolso do consumidor comum. Mazen ElJundi, do Revolut, destacou que o foco agora é a escalabilidade e o uso no mundo real, como em remessas internacionais. Para ele, o setor representa o conceito de “banco sem fronteiras”.
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O futuro invisível e os desafios de mercado
Para Tim Queenan, da Circle, a infraestrutura tecnológica deveria ser “chata” e invisível. O foco são as stablecoins integradas aos pagamentos, onde o usuário final nem percebe que está usando blockchain para mover seu dinheiro.
O otimismo é reforçado pelo peso das instituições financeiras, com a aprovação de ETFs e grandes gestores colocando ativos “on-chain”, a adoção de criptomoedas ganha um fôlego extra no varejo global.
Apesar do avanço, a indústria ainda tem lição de casa. Conlan alertou que é fundamental reduzir o atrito tecnológico e facilitar a entrada de novos usuários para consolidar de vez a adoção de criptomoedas em todo o mundo.
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