O plano original do Bitcoin era eliminar os intermediários financeiros. No entanto, em 2026, a realidade mostra que os grandes bancos e criptomoedas criaram uma aliança, transformando a tecnologia blockchain na nova infraestrutura de Wall Street.
Instituições gigantescas agora lideram o setor. O JPMorgan, por exemplo, utiliza sua unidade Kinexys para movimentar bilhões de dólares diariamente com o JPM Coin. Desde seu lançamento em 2015, a operação já processou mais de 3 trilhões de dólares.
A BlackRock segue um ritmo parecido com o fundo BUIDL, que atingiu 2,4 bilhões de dólares em ativos sob gestão no segundo trimestre de 2026. O sucesso é tamanho que a gestora já pediu autorização à SEC para lançar mais dois produtos estruturados semelhantes.
2026 forçou a fusão definitiva entre grandes bancos e criptomoedas
No setor de pagamentos, o avanço é ainda mais veloz. A Visa expandiu seu projeto piloto com a stablecoin USDC para nove blockchains, alcançando uma taxa anualizada de 7 bilhões de dólares. A Mastercard também ampliou seu suporte para ativos digitais, consolidando a união entre grandes bancos e criptomoedas.
Toda essa movimentação traz mais segurança e facilidade para o usuário comum, que agora acessa o mercado por meio de ETFs e fundos regulados. Por outro lado, a descentralização e a autocustódia perderam espaço para a conveniência dos intermediários.
A regulação também acelerou esse processo. Segundo a CoinShares, o ano de 2026 marcou o momento em que os ativos digitais deixaram de ser meros disruptores para se integrarem definitivamente ao sistema tradicional, impulsionados por marcos como o GENIUS Act.
Essa mudança consolida o controle nas mãos das empresas tradicionais. Projetos que antes nasciam apenas com uma ideia e uma comunidade ativa agora exigem parcerias bancárias e estruturas jurídicas complexas antes de receberem o primeiro cliente.




