Um novo relatório do JPMorgan revelou que cerca de 20% dos mineradores de Bitcoin no mundo estão operando com prejuízo. O documento mostra uma disparidade expressiva entre os custos operacionais do setor e o preço atual da criptomoeda.
Liderada pelo analista Nikolaos Panigirtzoglou, a equipe do banco detalha que o custo estimado de produção chegou a US$ 78.000. Enquanto isso, o ativo se mantém sendo negociado na faixa de US$ 62.500 a US$ 62.900 nos últimos meses.
Essa diferença prolongada entre despesas e receita afeta a rentabilidade da indústria. A métrica de “hashprice” permanece estagnada entre US$ 28 e US$ 30 por PH/s/dia, um patamar insuficiente para operadores com equipamentos antigos ou custos elevados de energia elétrica.
Minerar Bitcoin ainda faz sentido? Entenda custos, riscos e o novo cenário da mineração
O que aguarda os mineradores de bitcoin diante da queda na dificuldade?
Dados de vendas das empresas de capital aberto confirmam a atual pressão financeira nos dos mineradores de Bitcoin. No primeiro trimestre de 2026, essas companhias venderam mais de 32.000 BTC apenas para cobrir despesas de operação. O volume supera o total vendido por esses mesmos agentes durante todo o ano de 2025.
Como reflexo dessa pressão nos custos, a dificuldade técnica da rede caiu 10% em junho. Esta é a segunda vez no ano que o indicador recua, indicando que muitos mineradores de bitcoin estão desligando suas máquinas e deixando a atividade.
O relatório aponta ainda que a indústria está mais sensível às oscilações de preço no curto prazo. Nos últimos seis meses, cada queda de 1% na cotação do ativo resultou em uma contração de 0,62% na dificuldade da rede, uma sensibilidade superior à média histórica.
Segundo dados adicionais da CoinShares, infraestruturas que pagam mais de US$ 0,06 por kWh em energia já não conseguem ser lucrativas. O cenário atual exige eficiência máxima para que as empresas sobrevivam a esta fase de consolidação do ecossistema.





