Enviar ether não terá mais um custo padrão na rede. Desenvolvedores alertaram que a próxima atualização do Ethereum vai quebrar uma das regras mais antigas da criptomoeda: o uso fixo de 21.000 unidades de gas por transação.
Atualmente, qualquer transferência básica exige o mesmo custo de trabalho da rede, independentemente do destino. Com a chegada da atualização do Ethereum, chamada de Glamsterdam, enviar fundos para um endereço inédito custará mais caro.
A justificativa técnica está no esforço computacional. Transferir para uma conta existente exige apenas um ajuste de saldos que o sistema já rastreia. Por outro lado, enviar para um endereço novo obriga a rede a criar e armazenar um registro permanente.
Para cobrir esse armazenamento definitivo, a nova proposta adiciona uma cobrança extra de 183.600 unidades de uma nova categoria, batizada pelos programadores de “state gas”.
O impacto da atualização do Ethereum nos aplicativos
A mudança exige uma resposta rápida das empresas do setor. Carteiras, rastreadores e calculadoras que tratam os 21.000 de gas como teto ou piso absoluto podem rejeitar pagamentos válidos ou orçar taxas incorretas após a atualização do Ethereum.
A Fundação Ethereum orientou que os responsáveis por softwares façam as devidas correções de leitura. Ainda há tempo hábil para testes e identificação de falhas antes do lançamento oficial.
A modificação entra no ar nesta quinta-feira na Platåberget, uma rede de testes prática que utiliza tokens sem valor financeiro. Após essa validação inicial, o código será testado nos ambientes Sepolia e Hoodi.
Somente após todas essas etapas a mudança chegará à rede principal. Usuários comuns que apenas transferem seus fundos não precisam tomar nenhuma ação imediata nesta semana, já que o alerta é direcionado às companhias que constroem a infraestrutura do ecossistema.





