O Bitcoin hoje deu o ar da graça logo no início de maio. A maior criptomoeda do mundo retomou o patamar dos US$ 77 mil, surfando na onda de otimismo que tomou conta de Wall Street após os balanços positivos das gigantes de tecnologia.
Nesta manhã, o Bitcoin opera em alta de 1,4%, negociado na casa dos US$ 77.253. Para quem acompanha em moeda nacional, o preço gira em torno de R$ 383.372. O movimento ajudou o Ethereum (+0,6%), a Solana (+1,1%) e o XRP (+0,4%) a também ficarem no verde.
Esse fôlego extra veio principalmente da Apple, que seguiu o rastro de Alphabet (Google), Microsoft, Meta e Amazon com lucros sólidos. Esse desempenho renovou a confiança no setor de inteligência artificial, atraindo investidores de volta para os ativos de risco.
Apesar da subida, o cenário técnico pede cautela. Analistas apontam que o BTC encontrou um suporte importante em US$ 75.000, mas segue “preso” em uma lateralização que já dura desde o dia 19 de abril.
Tensão no Oriente Médio e pressão no preço
Embora o clima nas bolsas seja de festa, fatores estruturais ainda pesam no mercado cripto. Segundo o Mercado Bitcoin, a incerteza sobre o corte de juros e a saída de capital de ETFs criam uma barreira para que o preço realmente decole com convicção.
Outro ponto de atenção que atinge o Bitcoin hoje é a geopolítica. O mercado monitora de perto o prazo de 60 dias que o governo de Donald Trump enfrenta em relação à Resolução sobre Poderes de Guerra, envolvendo o envio de tropas e as tensões com o Irã.
A Casa Branca tenta evitar a necessidade de aprovação do Congresso para ações militares, argumentando que o cessar-fogo de três semanas atrás encerrou as hostilidades diretas. Por enquanto, a ausência de novos ataques acalmou os ânimos, mas o risco de uma escalada continua no radar dos investidores.





