
Mesmo com o avanço acelerado de fundos institucionais e corretoras centralizadas, a maior parte do Bitcoin em circulação continua fora do radar de grandes corporações. É o que revela um levantamento recente da Galaxy, que aponta que cerca de 11,1 milhões de moedas permanecem em endereços sem atribuição clara.
Esse montante equivale a impressionantes 55% de toda a oferta de Bitcoin existente no mercado. Para Alex Thorn, chefe de pesquisa da empresa, esse cenário comprova que a prática da auto-custódia segue forte entre usuários individuais, que preferem manter o controle direto de suas chaves privadas.
A instituição financeira Xapo Bank ressaltou que esse volume expressivo em carteiras anônimas demonstra como os investidores de varejo participam do ecossistema há mais de uma década, construindo o setor de baixo para cima antes da chegada massiva de Wall Street.
O que explica o mistério por trás das carteiras de Bitcoin sem dono?
Contudo, analistas ponderam que nem todo esse estoque anônimo representa necessariamente investidores de longo prazo. O grupo de 55% também engloba unidades de Bitcoin perdidas por esquecimento de chaves, fundos institucionais ainda não mapeados ou empresas que utilizam estruturas complexas de múltiplos endereços.
Em contrapartida, os 45% restantes da rede possuem identidades conhecidas, incluindo corretoras, ETFs geridos pela BlackRock, o governo dos Estados Unidos e o criador anônimo Satoshi Nakamoto, detentor do famoso padrão Patoshi.







