Changpeng Zhao, fundador da Binance, divulgou orientações de segurança após um vazamento de dados atingir duas corretoras do setor e duas instituições financeiras sul-coreanas em um mesmo dia. Segundo ele, esses incidentes alimentam tentativas de golpes como phishing, troca de CHIP de celular (SIM swap) e engenharia social.

Apesar da exposição das informações, os fundos dos clientes permanecem protegidos em todos os incidentes registrados até o momento. No entanto, o acesso a nomes, e-mails e números de telefone entrega aos golpistas uma lista pronta de investidores com saldos que podem virar alvo.

Para se defender desse tipo de vazamento de dados, o executivo orienta a criação de um e-mail exclusivo para cada corretora. Essa prática isola o problema e permite identificar exatamente qual plataforma perdeu as informações dos usuários.

Além disso, o fundador da Binance recomenda evitar a verificação em duas etapas (2FA) via SMS. Em vez disso, a orientação é utilizar chaves de hardware, passkeys ou aplicativos autenticadores, já que a exposição de telefones é o principal caminho para o golpe do SIM swap.

Zhao alerta ainda que qualquer contato sobre problemas de segurança ou reembolsos deve ser tratado como tentativa de golpe, mesmo que o remetente saiba dados reais do usuário. Mensagens falsas enviadas a usuários da carteira Passport, por exemplo, chegaram a incluir os endereços residenciais verdadeiros das vítimas.

Como o vazamento de dados expôs usuários de mercado

A exposição na Coinbase ocorreu por meio da Amplitude, uma fornecedora norte-americana de análises de dados. Paralelamente, a corretora Bithumb identificou, em 27 de outubro, que um invasor acessou seu sistema interno de comunicação móvel corporativa.

No setor financeiro tradicional, a Daishin Securities confirmou a exposição de dados de 38.490 clientes. A Mirae Asset Global Investments informou que os invasores visualizaram apenas nomes de alguns funcionários.

O incidente na Bithumb amplia uma sequência de invasões a instituições sul-coreanas iniciada no final de setembro no Shinhan Bank. O suspeito de integrar ataques anteriores a bancos do país usou ferramentas de inteligência artificial para consultar onde poderia vender as informações obtidas.

Os riscos físicos também aumentam quando dados de localização e saldos são combinados, facilitando ataques presenciais que roubaram cerca de US$ 30 milhões no primeiro semestre de 2026. A sequência de incidentes confirma o alerta recente de Zhao de que cada vazamento de dados alimenta golpes de phishing de forma mais direta do que eventuais ataques à criptografia das redes.

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Luíza Nunes
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