O Bitcoin operou em baixa nas últimas horas, recuando para a faixa abaixo de US$ 63.000. A maior criptomoeda do mercado registrou uma perda de 1,14%, eliminando os ganhos acumulados durante a última semana.
Esse movimento de queda ocorre em meio a uma retirada expressiva de capital dos ETFs à vista. Pela primeira vez desde o final de julho, esses fundos registraram dois dias consecutivos de saídas financeiras, totalizando uma perda de US$ 192 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.
Apesar de o mercado de ações nos Estados Unidos ter reagido positivamente aos dados de inflação — com o índice de preços ao produtor desacelerando para 4,7%, o setor de ativos digitais não acompanhou o otimismo. Índices tradicionais como o S&P 500 e o Nasdaq 100 fecharam em alta, mas os investidores de cripto mantiveram a cautela.
No mercado de derivativos, o cenário aponta para uma rotação de contratos em vez de novas posições financeiras. O volume de negociações em 24 horas cresceu mais rápido que os contratos em aberto, mantendo a proporção entre compradores e vendedores equilibrada.
Como as altcoins reagem à queda do Bitcoin
Enquanto o Bitcoin e o Ether (que recuou 0,73%) enfrentam pressão de venda, algumas criptomoedas alternativas seguem caminhos independentes. O destaque positivo inicial foi o token Ether.fi (ETHFI), que saltou 11,5% após integrar ações tokenizadas e empréstimos DeFi, embora tenha devolvido 3,3% logo na sequência.
A rede Cosmos também apresentou ganhos expressivos, com uma valorização superior a 10% e um aumento de 232% no volume de negociações. O ativo movimentou US$ 51 milhões nas últimas horas, mesmo sem a presença de um anúncio ou catalisador claro.
Por outro lado, o sentimento geral de cautela dominou a maior parte dos projetos menores. Ativos como NEAR, TAO e JUP registraram perdas em torno de 2%, refletindo a postura defensiva dos investidores diante da instabilidade do Bitcoin no mercado atual.




