
O bear market do Bitcoin chegou ao fim no mês de junho, de acordo com um relatório publicado nesta segunda-feira pela Galaxy Research. Alex Thorn, chefe de pesquisa da empresa, aponta que o ativo entrou em uma fase de acumulação e destaca que o cenário atual é propício para entradas no mercado.
Atualmente cotado na faixa de US$ 80.000 — após oscilar brevemente abaixo desse patamar no último domingo, o criptoativo registra alta de 39% em relação à mínima de 30 de junho, embora permaneça 36% abaixo da máxima alcançada em outubro de 2025.
O estudo destaca indicadores técnicos robustos, como a recuperação da média móvel de 50 semanas após 44 semanas consecutivas abaixo dela. A semana encerrada em 18 de outubro marcou o quinto fechamento semanal consecutivo acima dessa linha de referência técnica.
No aspecto dos ciclos de halving, o atual momento atinge o dia 916 desde o evento, superando o intervalo histórico de fundo das três edições anteriores. Além disso, a baixa recente registrou o recuo mais brando da história do ativo, com queda de 53%, frente a tombos de até 93% em ciclos passados.
Dados onchain e o impacto macroeconômico no Bitcoin
Dados da rede reforçam a tese de que o bear market ficou para trás, uma vez que o valor de mercado não caiu abaixo do valor realizado em nenhum momento. A pressão vendedora também perdeu força, com detentores de longo prazo reduzindo a liquidação de moedas antigas pela metade em comparação com o ritmo observado em 2024.
No campo macroeconômico, o relatório enfatiza o avanço da dívida soberana americana para US$ 40,44 trilhões e os rendimentos dos títulos do Tesouro em patamares elevados. Para Thorn, “uma aposta contra ações e ativos reais é uma aposta no fiat, a única posição que não faz sentido hoje”.
Apesar de oscilações recentes nos ETFs spot e de dados de inflação mais fortes nos Estados Unidos que reacenderam apostas em juros, a projeção técnica permanece otimista.
Thorn define como nível de alerta um fechamento semanal abaixo da média móvel de 50 semanas — atualmente em US$ 76.540, sem recuperação em até um mês, mantendo a perspectiva de que o criptoativo pode buscar novamente os US$ 125 mil.








