A Pump.fun teria demitido parte de sua equipe apenas dois meses antes de os funcionários começarem a receber tokens PUMP avaliados em milhões de dólares, segundo uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo Sandmark.
De acordo com o veículo, pelo menos um colaborador tinha direito a uma alocação de tokens que alcançava a faixa de sete dígitos. Os desligamentos aconteceram em abril, enquanto a primeira liberação dos ativos estava prevista para junho de 2026, conforme contratos assinados em 2025.
Segundo documentos obtidos pelo Sandmark, os acordos estabeleciam que 25% dos tokens destinados aos funcionários seriam desbloqueados após um ano. Com a demissão antes dessa data, os trabalhadores deixaram de atingir o marco necessário para iniciar o recebimento dos ativos.
Pump.fun já enfrenta outros processos
O relatório também afirma que o cofundador da Pump.fun, Noah Tweedale, atribuiu as demissões ao fato de que a empresa “grew too quickly” (“cresceu rápido demais”), sem informar quantos funcionários foram afetados.
Além da controvérsia envolvendo os desligamentos, a Pump.fun já responde a outras disputas judiciais.
A plataforma de lançamento de memecoins baseada na blockchain Solana foi alvo de uma ação que a acusa de operar um sistema “manipulado” para investidores. Em outro processo, a empresa também foi questionada por suas práticas relacionadas ao chamado maximal extractable value (MEV), mecanismo que pode influenciar a ordem de execução de transações em redes blockchain.
Até o momento, a Pump.fun não comentou publicamente as informações divulgadas pelo Sandmark.
Apesar da repercussão do caso, o token PUMP registrava valorização nas últimas 24 horas. No momento da publicação do relatório, o ativo era negociado a US$ 0,002113, alta de 7,5% no período.





