BlackRock lidera compras de Bitcoin enquanto investidores de ETF acumulam perdas de até 24%

BlackRock lidera compras de Bitcoin enquanto investidores de ETF acumulam perdas de até 24%

A BlackRock voltou a concentrar as compras de Bitcoin nesta semana, mesmo com a maioria dos investidores dos ETFs à vista dos Estados Unidos ainda operando no prejuízo.

Entre 29 e 30 de julho, clientes da gestora compraram o equivalente a US$ 273,2 milhões em Bitcoin por meio do iShares Bitcoin Trust (IBIT), após vendas de US$ 63,6 milhões registradas no início da semana. Os números coincidem com as emissões e resgates de cotas divulgados pelo fundo.

Os dados mostram que o IBIT respondeu praticamente sozinho pelas entradas líquidas do mercado. Entre 27 e 30 de julho, o fundo recebeu US$ 209,6 milhões, enquanto o conjunto dos 13 ETFs spot de Bitcoin somou US$ 203,9 milhões, indicando que os demais produtos registraram saída líquida de recursos.

Na sessão de 30 de julho, o IBIT concentrou US$ 183,4 milhões dos US$ 233,1 milhões captados por todo o setor, representando cerca de 79% das entradas do dia.

Compras de Bitcoin contrastam com prejuízo dos investidores

Apesar da retomada das compras, quem investiu nos ETFs da Blackrock desde o lançamento ainda enfrenta perdas expressivas.

Segundo dados da Bloomberg Intelligence divulgados pela Hedgeye, o preço médio de compra dos investidores nos ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos é de US$ 82.249 por BTC.

Com o Bitcoin negociado próximo de US$ 62,9 mil na sexta-feira, a perda média chega a aproximadamente 24%, após ter sido estimada em 22% quando o levantamento foi publicado.

Os prejuízos não realizados somavam US$ 16,33 bilhões em 20 de julho. Em contraste, esse mesmo indicador chegou a registrar ganho de US$ 86,32 bilhões em outubro de 2025, quando o Bitcoin atingiu sua máxima histórica de US$ 126.080.

Vale destacar que as compras da BlackRock não representam uma aposta direta da gestora. O mecanismo dos ETFs faz com que o fundo compre Bitcoin quando há criação de novas cotas pelos participantes autorizados e venda ativos quando ocorrem resgates.

Esse movimento também ocorreu recentemente no sentido oposto. Nos dias 23 e 24 de julho, o IBIT registrou saídas de US$ 202,5 milhões e US$ 212,2 milhões, respectivamente, os maiores resgates do mês.

No longo prazo, o fundo também reduziu sua posição. As reservas chegaram perto de 823 mil BTC em maio e caíram cerca de 90 mil bitcoins até o início de julho, estabilizando-se em torno de 730 mil BTC.

Mesmo assim, o IBIT continua dominante no mercado. O ETF administra US$ 47,86 bilhões, cerca de 61% dos US$ 78,76 bilhões mantidos pelos ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos.

Desde o lançamento desses produtos, as entradas líquidas acumuladas do setor somam US$ 51,59 bilhões. Sozinho, o IBIT já captou US$ 60,6 bilhões, diferença explicada principalmente pelos resgates de US$ 27,42 bilhões registrados no GBTC, da Grayscale.