Um grupo formado por apenas 16 voluntários identificou quase 5.000 problemas potenciais na segurança do Bitcoin. A descoberta ocorreu durante uma rápida revisão de projetos do ecossistema, utilizando inteligência artificial e análise humana.
Conhecida como Bitcoin Red Team, a equipe inclui desenvolvedores da rede, como Calle, e o CEO da AnchorWatch, Rob Hamilton. O objetivo primário do grupo é rastrear repositórios de código aberto relacionados à criptomoeda em busca de vulnerabilidades ocultas.
A campanha de revisão começou poucos dias após um ataque hacker envolver a carteira física Coldcard. Esse incidente recente resultou no roubo de mais de US$ 100 milhões em fundos dos usuários.
Impacto das vulnerabilidades na segurança do Bitcoin
Durante as primeiras 29,8 horas de operação, a força-tarefa analisou 390 projetos e registrou 4.962 falhas potenciais. Desse total expressivo, 720 casos são classificados preliminarmente como problemas de nível alto ou crítico.
“Há muito caos no ecossistema agora. Entendemos perfeitamente que muitas pessoas estão sendo bombardeadas com problemas de segurança neste momento”, afirmou o desenvolvedor Calle sobre o cenário atual.
A velocidade das detecções surpreendeu a equipe técnica responsável pela varredura. Em uma publicação na rede social X nesta quarta-feira, Calle detalhou o ritmo intenso de trabalho exigido dos voluntários para processar os dados gerados pela IA.
“Estamos com uma média na ordem de 1 falha crítica por hora, por pessoa”, disse o desenvolvedor. A carga de trabalho reflete a complexidade das ramificações de código auditadas.
Até o momento, 21,4% dos problemas encontrados na segurança do Bitcoin puderam ser reproduzidos na prática pela equipe. O grupo continua os esforços para validar o restante das ameaças e notificar os mantenedores dos projetos afetados.



