O mercado de criptomoedas registrou uma forte divergência em junho, mostrando que médias estatísticas podem enganar os investidores. Cerca de 82,1% dos 100 principais ativos digitais fecharam o mês em território negativo, marcando a pior distribuição de lucros de 2026.
Mesmo com a grande maioria dos tokens em queda, o rendimento médio do grupo terminou positivo em 8,9%. Os dados são de um relatório de recapitulação do segundo trimestre publicado pela plataforma CryptoRank.
Esse resultado inesperado aconteceu por conta de uma única exceção fora da curva. O token Velvet (VELVET) disparou 1.715% no período, puxando a média geral para cima, enquanto o retorno mediano do setor despencou 16,8%.
Além do VELVET, outras poucas valorizações expressivas foram vistas na LAB (LAB), com alta de 116%, e na Audiera (BEAT), que subiu 112%. O cenário de junho reverteu o começo do trimestre registrado em abril, quando 64% das moedas subiram.
Desempenho por setores no mercado de criptomoedas
A fraqueza de junho atingiu praticamente todas as vertentes do ecossistema. Ao analisar o mercado de criptomoedas em tokens com volume diário superior a US$ 1 milhão, todas as oito narrativas avaliadas registraram retornos medianos negativos.
Os projetos de Segunda Camada (Layer 2) lideraram as perdas com recuo de 24,9%, seguidos de perto por redes de infraestrutura física descentralizada (DePIN), com queda de 24,8%, e redes de Primeira Camada (Layer 1), que recuaram 22,8%.
O segmento de Finanças Descentralizadas (DeFi) contabilizou 42 ativos em alta contra 117 em baixa, enquanto o setor de Inteligência Artificial (AI) teve 21 ganhadores e 35 perdedores. Diante desse movimento defensivo do mercado de criptomoedas, a dominância do Bitcoin (BTC) se manteve firme perto de 56% no encerramento do trimestre.




