A Solana quer mudar a origem de seu crescimento. Em vez de depender tanto da negociação especulativa de memecoins, a blockchain busca ampliar sua presença em aplicações financeiras tradicionais, com stablecoins e ativos tokenizados no centro dessa estratégia.
Segundo reportagem da Bloomberg, a iniciativa procura atrair instituições de Wall Street e ampliar o uso da rede em atividades ligadas ao mercado financeiro. De acordo com informações divulgadas pelo ChainCatcher, JPMorgan, Morgan Stanley, Standard Chartered, Visa e Fiserv já realizam negócios relacionados a essas aplicações na Solana.
A mudança acontece em um momento menos favorável para o mercado de criptomoedas, enquanto concorrentes como a Hyperliquid desafiam o modelo de crescimento da rede.
Solana busca espaço nas finanças tradicionais em meio à pressão do mercado
O desempenho recente do SOL ajuda a dimensionar o desafio. A criptomoeda acumula queda de quase 20% desde o início do ano, enquanto ETFs de SOL à vista e com staking listados nos Estados Unidos registraram saídas de recursos durante duas semanas consecutivas neste mês.
Nesse período, as retiradas somaram aproximadamente US$ 50 milhões. O movimento ocorre justamente quando a Solana tenta fortalecer sua presença em atividades que vão além da especulação com memecoins.
Outro indicador mostra uma mudança na dinâmica competitiva: a participação da Solana no volume de negociação de futuros perpétuos on-chain caiu de 17% para 6%.
A estratégia de aproximação com Wall Street representa, portanto, uma tentativa de diversificar as fontes de atividade econômica da rede. Stablecoins e ativos tokenizados podem ampliar sua utilização em operações financeiras, enquanto a competição e os indicadores de mercado mostram os desafios dessa transição.









