A infraestrutura de pagamentos Capa anunciou a integração da stablecoin de real BRL1 ao seu sistema na rede Polygon. Com a novidade, a moeda digital brasileira passa a se mover diretamente por canais de câmbio on-chain globais, cortando a dependência histórica do dólar americano.
O mecanismo otimiza processos de remessas e pagamentos internacionais: uma fintech sediada em São Paulo pode liquidar transações com Cingapura em poucos segundos, enquanto importadores realizam pagamentos diretos desembolsando taxas de aproximadamente um centavo de dólar por transação na rede.
Enquanto grande parte do mercado cripto foca em ativos lastreados na moeda norte-americana, transações fora desse eixo ganham tração. Até dezembro de 2025, a Polygon registrou mais de US$ 11,1 bilhões em volume histórico de transferências de stablecoins que não utilizam o dólar, representando cerca de 43% desse mercado específico.
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O impacto da BRL1 e a autonomia da stablecoin de real
O ecossistema brasileiro lidera essa tendência na América Latina, região onde a adoção de criptoativos cresceu 63% entre meados de 2024 e 2025. Atualmente, o volume total acumulado de stablecoin de real na Polygon supera os US$ 2,5 bilhões, distribuídos entre emissores locais de peso.
Criada por um consórcio composto por Bitso, Foxbit, Mercado Bitcoin e Cainvest, a BRL1 movimentou US$ 501 milhões em apenas seis meses desde o lançamento. A parceria com a Capa resolve o gargalo de conectividade internacional, permitindo que a liquidez doméstica acesse diretamente o comércio exterior.
O modelo substitui o fluxo tradicional do sistema financeiro, que exige conversões intermediárias e bancos correspondentes. Agora, o ecossistema opera de maneira direta e em tempo real, consolidando a stablecoin de real como uma alternativa ágil e integrada aos trilhos globais de pagamento.
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