
O mercado cripto pode estar deixando passar o verdadeiro potencial de crescimento das redes NEAR e Hyperliquid (HYPE). Segundo Ryan Rasmussen, chefe de pesquisa da Bitwise, a adoção institucional desses ecossistemas é um fator amplamente subestimado pelos investidores atuais.
No caso da NEAR, o destaque vai para o NEAR Intents, infraestrutura de negociação que registrou um volume recorde de US$ 4,8 bilhões em setembro, representando uma alta de quase 900% em um ano. Além disso, a rede mira seu papel como infraestrutura para agentes de inteligência artificial.
O volume de atividade gerou mais de US$ 29 milhões em taxas desde fevereiro, resultando em US$ 5,3 milhões em recompras do token NEAR. Contudo, o executivo pondera que o mecanismo ainda precisa evoluir. “Hoje, as recompras não são suficientes para compensar a nova emissão. Mas ainda é cedo”, afirmou Rasmussen.
Do outro lado, o Hyperliquid atrai o mercado tradicional com um modelo financeiro bastante familiar. O protocolo direciona 99% de suas taxas de negociação para a recompra do token HYPE, permitindo que consultores financeiros avaliem o ativo com métricas tradicionais de ações.
Com uma receita próxima de US$ 1 bilhão, a plataforma lidera o mercado de derivativos perpétuos descentralizados. A chegada de produtos como ETFs e o acesso facilitado por contas de corretagem tradicionais ampliam essa ponte com o capital institucional.
O impacto da adoção institucional e das tesourarias digitais
Além do uso orgânico das redes, empresas de tesouraria de ativos digitais — como Sovereign para NEAR e Hyperliquid Strategies para HYPE, desempenham um papel relevante na sustentação dos ecossistemas ao acumularem tokens.
No entanto, Rasmussen alerta que essas compras de tesouraria diferem da demanda gerada pela utilização real e são sensíveis às condições de mercado. Quedas em avaliações de ações ou prêmios sobre o valor patrimonial líquido podem transformar essas empresas tanto em compradoras quanto em vendedoras.
Por fim, o executivo ressalta que a execução dos projetos e os rumos regulatórios serão determinantes. “Acredito que os investidores subestimam o impacto que a crescente adoção institucional e corporativa terá sobre o crescimento dessas redes e a perspectiva desses ativos”, concluiu.








