Dois ex-engenheiros foram formalmente acusados de fraude nesta terça-feira em um processo que envolve a corretora descentralizada Hyperliquid e alegações de insider trading na Robinhood.
Hefu Chai, de 36 anos, e Huaisong Xiang, de 30, respondem por fraude eletrônica e violação da Lei de Bolsas de Mercadorias dos Estados Unidos. Segundo os promotores do caso, cada um obteve um lucro superior a US$ 50 mil com as operações irregulares.
O esquema funcionava com base no conhecimento prévio sobre quais novos tokens a Robinhood Crypto planejava listar em sua plataforma. Com essa informação sigilosa em mãos, a dupla comprava contratos futuros perpétuos desses ativos na Hyperliquid antes do anúncio oficial ao público.
Como a listagem em uma corretora de grande porte costuma elevar rapidamente o preço de um token, os ex-funcionários garantiam lucros vendendo suas posições logo após a valorização. O escritório do procurador dos EUA informou que as negociações ilícitas ocorreram entre 2025 e 2026.
Como a empresa respondeu ao caso de insider trading na Robinhood
Um porta-voz da empresa declarou que a instituição leva a integridade do mercado a sério. A corretora reforçou que possui políticas e procedimentos robustos de controle em vigor, com tolerância zero para desvios de conduta envolvendo novas listagens de criptomoedas.
A corretora também informou que investigou o problema imediatamente e repassou os dados às autoridades competentes. “O uso indevido de informações confidenciais para negociar nos mercados de derivativos em benefício próprio é ilegal”, destacou o procurador dos EUA, Jamie McDonald, em comunicado oficial.
O impacto desse caso de insider trading na Robinhood acontece no exato momento em que a corretora expande agressivamente sua atuação cripto, desenvolvendo uma blockchain própria e lançando futuros perpétuos na Europa.
A Hyperliquid, plataforma utilizada nas operações da dupla, já havia lidado com alegações semelhantes no final de 2025. Na época, traders identificaram movimentações suspeitas de uma carteira ligada a um ex-funcionário, mas a empresa negou o envolvimento de sua equipe atual e reforçou que seus membros são proibidos de negociar derivativos internos.




