O catálogo de ações tokenizadas na Solana alcançou um novo patamar histórico. A rede agora abriga 2.077 produtos de renda variável digitais, superando o recorde anterior de 2.036 ativos disponíveis.

Uma ação tokenizada funciona como um recibo digital mantido em uma blockchain. Essa estrutura representa um título tradicional, como papéis de empresas norte-americanas ou ETFs, permitindo negociação fracionada e custódia em carteiras digitais.

Além da diversidade de produtos, o volume financeiro também avançou expressivamente. Em setembro de 2026, a oferta de ações tokenizadas na Solana atingiu o pico de US$ 684 milhões, registrando alta de 47% em apenas três semanas.

O volume de negociação mensal acompanhou o ritmo de expansão, saltando de cerca de US$ 3,3 bilhões para US$ 4,4 bilhões no mesmo período. A base de usuários expandiu de 850 mil para mais de 1 milhão de endereços, com levantamentos indicando até 1,5 milhão. Vale notar que um mesmo investidor pode gerenciar múltiplos endereços na rede.

Emissores e negociação noturna impulsionam as ações tokenizadas na Solana

A expansão do catálogo é liderada por diferentes plataformas. A xStocks, lançada em junho de 2025, encabeça a oferta. O movimento ganhou reforço com a chegada da Ondo Global Markets, em janeiro de 2026, e da Backpack Securities, em junho do mesmo ano.

Com essa infraestrutura, a rede assumiu a liderança em volume negociado no setor. A integração com protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) permite que os usuários utilizem as ações tokenizadas em mercados de empréstimos e trocas sem intermediários.

Outro motor importante desse crescimento é o horário de negociação. Cerca de 63% das operações ocorrem fora do expediente das bolsas tradicionais dos Estados Unidos, aproveitando o funcionamento contínuo das blockchains durante 24 horas por dia.

Esse movimento ganhou tração após a SEC, reguladora dos EUA, anunciar uma isenção de inovação em meados de setembro de 2026 para ações do sistema NMS.

O cenário abre acesso facilitado a papéis americanos, embora exija atenção dos investidores para a liquidez reduzida fora do horário comercial e os riscos atrelados aos emissores.

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Luíza Nunes
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