O mercado corporativo asiático está mudando de cara, mesmo sem um mercado de ETFs cripto locais estruturado, várias empresas japonesas adotam criptomoedas diretamente em seus balanços patrimoniais para proteger e valorizar seu capital.
Dados consolidados da plataforma BitcoinTreasuries revelam que 14 companhias de capital aberto no país asiático já acumulam juntas mais de 46.000 BTC. Esse montante bilionário equivale a quase US$ 3 bilhões sob gestão corporativa.
O experimento bilionário do Japão que desafia o conservadorismo de Washington
Como as empresas japonesas adotam criptomoedas além do Bitcoin
A grande virada de chave nesse cenário aconteceu em abril de 2024, quando a Metaplanet anunciou sua nova estratégia de tesouraria. Em apenas dois anos, a empresa listada em Tóquio comprou mais de 40.000 BTC e virou a “Strategy da Ásia”.
O pioneirismo da Metaplanet provou ao mercado acionário que os investidores recompensam essa ousadia digital. Logo, mais empresas japonesas adotam criptomoedas para modernizar suas finanças, seguindo o exemplo de gigantes como a Nexon, que comprou US$ 100 milhões em Bitcoin ainda em 2021.
Diferente do mercado norte-americano, focado quase que exclusivamente em Bitcoin, o ecossistema corporativo japonês se desenvolve de forma mais ampla. Companhias como Remixpoint e Gumi diversificam seus caixas com XRP, Ethereum e Solana.
Essas corporações não querem apenas guardar os tokens de forma passiva, mas buscam gerar rendimento com staking e empréstimos. Paralelamente, grandes bancos tradicionais locais, como o SBI Holdings, avançam na criação de uma stablecoin pareada ao iene.
Quem realmente dita o preço do XRP? Os bastidores dos livros de ordens na Coreia e no Japão



