
O preço do Bitcoin recuou para a faixa de US$ 76.000 nas últimas semanas, refletindo os reflexos imediatos do maior roubo da história das criptomoedas: o hack de US$ 6,3 bilhões sofrido pela Binance.
A corretora ainda não retomou os saques para os usuários, um fator que gera expectativa e receio de uma nova pressão vendedora assim que a plataforma for totalmente reaberta ao público.
Diante desse cenário desafiador, especialistas do mercado estão divididos sobre quais serão as consequências reais desse incidente para o futuro e para o preço do Bitcoin.
Charles Edwards, fundador da Capriole Investments, expressou forte preocupação com a segurança institucional, questionando a confiabilidade das corretoras e dos contratos inteligentes.
Edwards declarou: “Se o rei não consegue se proteger, como qualquer outra corretora pode ser confiada? Como os contratos inteligentes podem ser confiados? Como a criptografia de curva elíptica pode ser confiada? A resposta para todas as alternativas acima é que não podem.”
Descentralização em xeque e o impacto no preço do Bitcoin
O especialista também reforçou a necessidade de uma infraestrutura resistente à computação quântica, afirmando que a busca por novas máximas históricas ficará distante sem essa evolução técnica.
Segundo ele: “Eu disse no início deste ano que o Bitcoin não conseguirá uma nova máxima histórica até que um roteiro à prova de quantum governado pelo Core seja estabelecido. As máximas parecem cada vez mais distantes hoje.”
Por outro lado, o físico Giovanni Santostasi argumenta que o protocolo do ativo digital permanece intacto, apontando que carteiras de hardware e corretoras funcionam como pontos centralizados de falha separados da rede principal.
As investigações preliminares da Binance indicam que o ataque explorou falhas de segurança operacional em dispositivos de funcionários, e não fraquezas estruturais na criptografia utilizada.
Complementando o panorama, o analista Benjamin Cowen avalia o episódio sob a ótica dos ciclos de mercado, lembrando que o quarto trimestre de anos de eleições de meio mandato nos EUA costuma concentrar choques negativos e quedas sazonais.









