
A Stellar Development Foundation apresentou o Project Thruput, uma rede sem taxas por transação que alcançou 7,02 milhões de pagamentos por segundo em testes iniciais. O resultado foi obtido com oito máquinas trabalhando dentro de um único validador, contra 1,18 milhão em uma máquina.
O número, porém, exige uma ressalva: o teste mediu o desempenho do motor de execução, não a capacidade de processamento de toda a rede Stellar. Portanto, o resultado não representa a velocidade de uma blockchain completa em operação.
O que o benchmark do Project Thruput realmente mediu
A avaliação incluiu tarefas centrais para executar transações, como a verificação de assinaturas e o processamento de blocos. O objetivo foi medir como o trabalho pode ser distribuído entre várias máquinas, inclusive quando diferentes transações acessam os mesmos dados simultaneamente.
O Project Thruput faz essa distribuição sem dividir o estado da rede em fragmentos, uma técnica conhecida como sharding. O modelo permite testar o processamento paralelo mantendo os dados compartilhados entre as operações.
Outro diferencial está nas taxas. A rede elimina a cobrança por transação, mas mantém limites de gas, que restringem os recursos computacionais consumidos pelas operações. Quando a demanda supera a capacidade disponível, a prioridade depende dos saldos desbloqueados do token nativo mantidos pelas contas.
Por enquanto, o Project Thruput é uma prévia tecnológica em execução na FutureNet, com código e documentação disponíveis publicamente. A Stellar Development Foundation ainda não informou como o projeto será integrado — ou se será integrado, à rede Stellar existente.









