O Bitcoin opera próximo dos US$ 82 mil nesta sexta-feira (23), tentando recuperar parte das perdas registradas na madrugada em meio ao alívio parcial das bolsas asiáticas.

Cotada a US$ 81.613 nas últimas 24 horas, a criptomoeda registra leve queda de 0,2%. O Ethereum recua 0,4%, a US$ 2.396, e o XRP cai 0,6%, enquanto a Solana sobe 0,4% e a BNB avança 2%.

A recuperação internacional ocorreu após o iene japonês perder força frente ao dólar, aliviando a pressão sobre ativos de maior risco que utilizam a moeda nipônica para financiamento.

Apesar do fôlego externo, o cenário continua desafiador para o Bitcoin, pressionado pelas cotações elevadas do petróleo devido às tensões no Oriente Médio, com o WTI próximo de US$ 100 e o Brent acima de US$ 110.

Essa valorização energética acende preocupações sobre a inflação e ameaça futuros cortes de juros nos Estados Unidos, cujo desfecho pelo Federal Reserve está marcado para 28 de outubro.

O futuro do Bitcoin em meio à baixa volatilidade e à cautela global

A incerteza econômica provocou perdas expressivas para operadores alavancados, com US$ 435 milhões em contratos futuros liquidados em 24 horas, além de saídas líquidas de US$ 381 milhões nos ETFs de Bitcoin à vista na última quinta-feira (22).

Apesar das turbulências, o Bitcoin mantém uma volatilidade historicamente baixa no último mês, sustentando o Índice de Medo e Ganância em 47 pontos, na faixa neutra.

Especialistas divergem sobre o momento atual. André Dragosch, chefe de pesquisa da Bitwise Europe, avalia que “fases prolongadas de pouca movimentação, interrompidas por altas expressivas, são características observadas no início de alguns mercados de alta.”

Em contrapartida, Carlos Guzman, da GSR, aponta que o mercado permanece sem rumo definido diante das dúvidas sobre a economia global, mantendo investidores em compasso de espera.

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Luíza Nunes
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