O preço do Bitcoin começa a semana com fôlego renovado, mantendo o suporte crucial de US$ 80 mil mesmo após um fechamento semanal marcado pela volatilidade. Entre tensões geopolíticas e dados macroeconômicos, o mercado tenta decidir se consolida o patamar atual ou busca novas máximas.
Analistas respeitados, como Michaël van de Poppe, acreditam que a tendência de alta segue intacta. Para muitos investidores, o próximo alvo para o preço do Bitcoin está na casa dos US$ 85 mil, sustentado por uma estrutura de mínimas e máximas cada vez mais altas.
No entanto, o caminho não está livre de obstáculos. Nas últimas 24 horas, mais de US$ 400 milhões em posições foram liquidados, esse movimento de “limpeza” no livro de ofertas aconteceu enquanto o mercado reagia às falas do presidente Donald Trump sobre as negociações de paz entre EUA e Irã.
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Inflação nos EUA e sinais de “Cruz de Ouro”
Trump classificou as propostas iranianas como “inaceitáveis”, o que fez o petróleo disparar e trouxe instabilidade aos ativos de risco. Como o preço do Bitcoin tem reagido rápido ao cenário global, qualquer novidade no front geopolítico pode causar novas “agulhadas” no gráfico.
A agenda econômica americana será o grande termômetro da semana. Na terça e quarta-feira, a divulgação do CPI (inflação ao consumidor) e do PPI (inflação ao produtor) deve ditar o ritmo das negociações, influenciando diretamente as expectativas sobre as taxas de juros do Fed.
Apesar do barulho externo, os dados on-chain trazem otimismo. A métrica MVRV está prestes a realizar uma “Cruz de Ouro” (Golden Cross) em relação à sua média móvel de 200 dias. Historicamente, esse sinal raro não ocorria há quase três anos e costuma anteceder ralis explosivos.
Além disso, grandes investidores mudaram a estratégia: em vez de apenas esperar por preços baixos, eles estão “varrendo” o livro de ordens com compras a mercado. Esse comportamento sugere que a demanda real prevaleceu, criando uma base sólida para que o preço do Bitcoin busque novos recordes em breve.
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