A Pump.fun lançou o Pump Bridge, sua própria infraestrutura para transferências e negociações de criptomoedas entre diferentes redes. A ferramenta substitui o Relay como rota padrão para operações cross-chain no aplicativo, em uma tentativa de reduzir falhas e melhorar a execução das ordens.

Segundo a empresa, o novo serviço permite concluir compras duas vezes mais rápido, reduz os erros de transação em 92% e melhora a quantidade de tokens recebida pelos usuários. Por enquanto, o Pump Bridge também não cobra taxas adicionais de transferência entre redes.

A mudança ocorre após meses de reclamações de usuários sobre lentidão, compras malsucedidas e execução insatisfatória pelo Relay, de acordo com a própria Pump.fun. O serviço era compartilhado com a FOMO, outra plataforma de negociação social que continua utilizando o provedor externo.

Pump Bridge promete menos erros e melhor execução

Para comparar os serviços, a Pump.fun realizou um teste aleatório pelo aplicativo entre 28 de setembro e 7 de outubro. A avaliação incluiu operações entre ecossistemas como Robinhood, BNB Chain, Base, Arc e Ink, com usuários direcionados a diferentes provedores ao longo do experimento.

Nos resultados divulgados pela empresa, os 10% mais rápidos das compras feitas pelo Pump Bridge foram concluídos em 1,23 segundo, contra 2,75 segundos pelo Relay. Considerando uma operação típica, o tempo caiu de quase quatro segundos para 1,95 segundo.

A diferença também apareceu na taxa de falhas. O Relay registrou erros em 11,2% dos resultados analisados, enquanto o Pump Bridge ficou em 0,9%. A Pump.fun calcula que isso representa uma redução de aproximadamente 92% nos erros.

A empresa também afirma que a diferença entre o preço de mercado do ativo e o valor efetivamente recebido pelos compradores foi cerca de 17% menor com sua nova infraestrutura.

Em uma simulação baseada nos resultados observados, a Pump.fun estima que alguém que comprasse US$ 500 em tokens dez vezes por dia poderia perder cerca de US$ 11 mil a mais ao longo de um ano usando o Relay, em comparação com o Pump Bridge.

Os números foram calculados a partir de 383.326 operações cronometradas para medir velocidade, 416.669 resultados de transações para avaliar falhas e 35.333 compras concluídas de USDC abaixo de US$ 500 para comparar a execução.

Esses resultados, porém, foram divulgados pela própria Pump.fun. Uma avaliação independente ainda seria necessária para verificar se as vantagens se mantêm em outras condições de negociação.

Pump Bridge amplia o controle da Pump.fun sobre as negociações

A iniciativa faz parte da estratégia da Pump.fun de desenvolver internamente mais componentes de sua infraestrutura. A plataforma surgiu na Solana, em janeiro de 2024, com foco na criação e negociação de memecoins. Em maio de 2026, passou a oferecer trocas entre redes, permitindo negociar ativos de diferentes ecossistemas sem exigir que os usuários transferissem os fundos manualmente.

A empresa também introduziu ordens limitadas em redes compatíveis com a Ethereum Virtual Machine (EVM), afirmando ser o primeiro aplicativo de negociação social a oferecer esse recurso nessas redes.

O movimento segue uma estratégia já adotada com o PumpSwap, formador automatizado de mercado da empresa lançado em março de 2025. Com ele, a Pump.fun passou a controlar internamente etapas de migração de tokens e disponibilização de liquidez que antes dependiam da Raydium.

Ao assumir também a infraestrutura de operações entre redes, a plataforma ganha mais autonomia para ajustar o encaminhamento de transações e aperfeiçoar a experiência de negociação, além de reduzir a dependência de fornecedores externos.

Para os usuários, menos falhas e uma execução mais eficiente podem diminuir os custos indiretos de negociar ativos entre diferentes blockchains. Ainda assim, a ausência de taxas adicionais de transferência não elimina outros custos de negociação nem o risco de slippage, quando o preço efetivo de uma operação difere do esperado.

A Pump.fun afirma que pretende continuar reduzindo o tempo das transações, com a meta de se aproximar do limite teórico mais rápido, estimado pela empresa em aproximadamente 1,1 segundo.

Compartilhe esta notícia
Luíza Nunes
Escrito por

Luíza Nunes