
A comunidade da Starknet aprovou em votação a realização de pesquisas para transformar a rede em um blockchain de camada 1 (L1) independente e resistente a ataques quânticos.
O pleito consultivo, que durou sete dias e foi encerrado na última quinta-feira, registrou o maior nível de engajamento na governança da Starknet até o momento, atraindo cerca de 3.200 votos, com 93,52% do poder de voto favorável.
A StarkWare e a Fundação Starknet informaram que se absterão de votar para deixar a decisão totalmente nas mãos da comunidade, mas o resultado permite que ambas avancem com os estudos técnicos para uma possível saída do ecossistema do Ethereum.
“Estamos começando a trabalhar em um whitepaper antes mesmo do fim de semana e esperamos lançar um rascunho para escrutínio público em novembro”, declarou Eli Ben-Sasson, CEO da StarkWare, ao Cointelegraph.
O futuro quântico e os próximos passos da Starknet
O grupo de trabalho criado para examinar a transição definiu que o token STRK continuará sendo o ativo nativo da rede, sem planos de emissão de novos tokens, enquanto as pontes existentes com o Ethereum permanecerão abertas.
Ben-Sasson fixou o ano de 2027 como meta para tornar a Starknet segura contra ameaças quânticas, superando a projeção de 2029 estipulada pelo Ethereum. “O alvo do Ethereum de 2029 para se tornar seguro contra computação quântica é tarde demais, e os prazos atrasam”, pontuou o executivo.








