A Strategy voltou a movimentar o mercado financeiro mundial com uma nova compra de Bitcoin. A empresa adquiriu 520 BTC por US$ 34,9 milhões entre os dias 15 de junho e o último domingo, conforme documento oficial enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).
Essa compra de Bitcoin foi realizada sob um preço médio de US$ 67.068 por unidade. Com o novo aporte, a companhia expandiu seu portfólio total para 847.363 BTC, reforçando sua posição como a maior detentora corporativa da moeda digital no mundo.
Os investimentos consolidados da Strategy no setor de ativos digitais somam US$ 64,1 bilhões, o que resulta em um preço médio de aquisição histórico de US$ 75.651 por ativo.
Volatilidade de ações e a mecânica da compra de Bitcoin
A Strategy financiou a última compra de Bitcoin e sua reserva de liquidez utilizando cerca de US$ 335,5 milhões obtidos por meio de seu programa de venda de ações ordinárias de Classe A (MSTR) diretamente no mercado.
Além disso, a companhia destinou US$ 300 milhões para sua reserva em moeda fiduciária, aumentando o montante total para US$ 1,4 bilhão. O objetivo declarado no balanço é a manutenção do pagamento estável de dividendos e o suporte ao cumprimento de obrigações de dívidas de longo prazo.
Apesar dos anúncios de expansão institucional, os ativos da empresa registraram oscilações negativas no fechamento de quinta-feira. Os papéis MSTR recuaram 3,46%, terminando o dia cotados a US$ 112,53 no mercado norte-americano.
Paralelamente, as ações preferenciais perpétuas STRC caíram 0,46%, fechando a US$ 88,59, operando abaixo do valor de referência planejado de US$ 100. No entanto, o ativo apresentou sinais de reação ao ser negociado a US$ 90,59 durante o pré-mercado de segunda-feira.
O especialista e defensor do mercado cripto Samson Mow comentou nas redes sociais que a STRC possui um “self-repairing mechanism” (mecanismo de autorreparação). Segundo ele, quando o preço cai abaixo de US$ 100, a emissão de novos papéis é interrompida, reduzindo a oferta interna. Esse movimento aumenta o rendimento para novos compradores, o que tende a ajustar o preço via incentivos de mercado, dispensando intervenções diretas da empresa.
Por dentro da Strategy, a companhia que reescreveu as regras da tesouraria corporativa





