
A Dogecoin Labs vai reunir uma carteira de criptomoedas, uma rede de aplicativos e ferramentas de pagamento em uma única operação. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Dogecoin Foundation, busca criar mais oportunidades para que os detentores de DOGE usem suas moedas em aplicações e estabelecimentos comerciais.
A nova estrutura ficará responsável por operar a MyDoge, a DogeOS e a Such App. Jordan Jefferson, fundador da MyDoge e da DogeOS, assumirá o comando da empresa como CEO.
A proposta conecta três frentes do ecossistema. A DogeOS oferece a infraestrutura para desenvolvedores criarem aplicativos, a MyDoge funciona como porta de entrada para os usuários e a Such App permite que comerciantes aceitem pagamentos em DOGE.
A ferramenta de pagamentos já conta com uma versão beta compatível com faturas e transações presenciais por meio de códigos QR. A conexão entre a Such App e a DogeOS, porém, ainda está em fase de planejamento.
Dogecoin Labs aposta em aplicativos, mas enfrenta etapas técnicas
A MyDoge afirma ter ultrapassado 500 mil usuários sem recorrer à aquisição paga de clientes. Sua atualização V3, lançada recentemente, conecta a carteira aos aplicativos desenvolvidos na DogeOS. A empresa não informou quantos desses usuários estão ativos ou já experimentaram as aplicações.
A DogeOS abriu sua rede pública de testes em 30 de setembro, permitindo que desenvolvedores experimentem serviços de empréstimos, exchanges e jogos inspirados em aplicações do ecossistema Ethereum, usando DOGE de teste. Três semanas depois, o guia público da rede ainda indicava seus aplicativos em destaque como “em breve”.
A iniciativa também envolve a Dogecoin Foundation e a House of Doge, braço comercial da fundação, que contribuirão com propriedade intelectual e equipes de desenvolvimento. Enquanto a fundação continuará apoiando projetos de código aberto, a defesa da comunidade e outras iniciativas institucionais, a Dogecoin Labs terá foco em produtos e oportunidades comerciais.
Há, no entanto, uma questão de segurança ainda em aberto. A DogeOS pretende permitir que a própria blockchain Dogecoin verifique provas matemáticas de que os aplicativos executaram suas operações corretamente. A mudança de regras necessária para viabilizar esse mecanismo continua em fase de proposta.
Até que a integração seja implementada, a verificação das aplicações dependerá dos operadores selecionados pela DogeOS e do hardware utilizado por eles. Isso significa que a arquitetura de segurança prevista ainda não está plenamente estabelecida.
Criado em 2013 como uma criptomoeda de caráter humorístico, o Dogecoin ficou conhecido pela imagem de um cachorro da raça shiba inu. Na cotação citada na reportagem, o DOGE avançava 3,9% em 24 horas e era negociado perto de US$ 0,082.
O desafio da Dogecoin Labs será transformar a base de usuários e o interesse pela moeda em utilização efetiva, enquanto partes importantes de sua infraestrutura ainda estão em desenvolvimento.









