O preço do Bitcoin demonstrou resiliência na manhã deste sábado ao reconquistar o patamar de US$ 61.000. A recuperação acontece logo após a criptomoeda registrar uma mínima de US$ 59.227 durante a noite anterior.
A recente instabilidade foi desencadeada na sexta-feira pelo relatório de empregos dos Estados Unidos (Nonfarm Payrolls). Os dados fortes mudaram as expectativas sobre a política do Federal Reserve, gerando um recuo generalizado em ações, títulos e criptoativos.
No momento, o ativo opera em torno de US$ 60.000, acumulando uma leve queda diária de 1,3%. O movimento evitou uma desvalorização ainda maior, após uma semana marcada por saques recordes em ETFs e a primeira venda de moedas pela Strategy desde 2022.
Impacto no mercado de Altcoins e liquidações do preço do bitcoin
O reflexo dos indicadores macroeconômicos atingiu em cheio os mercados globais. Os contratos de swap agora projetam um aumento na taxa de juros americana até o final de 2026, sob a gestão do recém-confirmado presidente do Fed, Kevin Warsh. Como resultado, o rendimento dos títulos de 2 anos do Tesouro dos EUA saltou para 4,16% e o dólar se valorizou.
O cenário de aversão ao risco provocou a liquidação de aproximadamente US$ 1,60 bilhão em posições alavancadas nas últimas 24 horas, afetando cerca de 308.000 traders. De acordo com a CoinGlass, as posições compradas (longs) responderam por US$ 1,21 bilhão desse montante, com o preço do Bitcoin respondendo por US$ 534 milhões das perdas.
Outros criptoativos também registraram perdas semanais severas: o Ethereum recuou 21,6%, cotado a US$ 1.575, enquanto a Solana desabou 23,7% para US$ 63. Já a Zcash despencou 44% devido a uma falha técnica identificada em seu pool de privacidade Orchard, gerando US$ 115 milhões em liquidações.
A manutenção do suporte de US$ 60.000 é vista por analistas como crucial para os próximos dias. Caso o preço do Bitcoin não consiga sustentar esse nível em um eventual novo teste, o mercado pode retornar aos patamares observados durante a forte correção de fevereiro.
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